As realizações humanas mais elevadas não estão na precisão de sua ciência, mas
na perfeição de sua arte. Alguma coisa que traduza um gesto de criação, uma intenção de beleza, de magia e sedução. Uma forma esculpida na argila, uma música, um poema têm o poder de nos colocar em contato com os nossos sentimentos mais profundos, trazendo-os à tona. Por alguns instantes, abrimos mão de nossas defesas, nos despimos de nossas armaduras e nos permitimos sentir. E corremos o risco de revelar um pouco da nossa fragilidade, deixando escapar uma lágrima, uma palavra jamais confidenciada. A força propulsora da criação artística consiste na expressão dos sentimentos. São eles que nos tocam e nos irmanam. Nesse sentido, o poeta é um desbravador de caminhos. Ao invés de trilhar as mesmas sendas, está sempre em busca de novos rumos, novas paisagens, seguindo o impulso de suas próprias verdades. A seus olhos, o homem, a vida, o cotidiano transcendem a vulgaridade. Esculpindo idéias, criando metáforas, inventando cenários, Oswaldo pincela seus poemas com tons de melancolia e humor. As palavras brotam de sua realidade interior, vivida ou imaginada. E, como num passe de mágica: instigam, invadem, enternecem, compartilham, transbordam... Nye Ribeiro Silva Conselho Editorial Editora Alínea Para os que quiserem brindar comigo o sonho que se tornou fato, um pouco do princípio... Poemas Sem Poesia Oswaldo Cassilha Autor e Editora Alínea / 1997 cassilhaosw@uol.com.br

 

 

Um abraço